Se você já teve a oportunidade de ler algum outro artigo do nosso blog, sabe que destacamos constantemente a importância de um planejamento detalhado de obra para que seja possível obter uma gestão eficiente de obra. O artigo de hoje trata de um assunto recorrente no canteiro de obras: a necessidade de re-trabalhos.

Além de representarem falta de eficiência e produtividade, eles podem chegar a até 30% do custo de uma obra. E sabe o que isso significa? Que em média, a cada três obras que você executa, uma quarta poderia ser feita somente com os custos decorrentes de re-trabalhos.

Foi pensando na saúde financeira dos seus projetos que criamos a #dicavejaobra de hoje, que vai te ajudar a diminuir os re-trabalhos no canteiro de obras. Continue lendo!

Por onde começar?

Para dar o primeiro passo rumo à redução de custos extras decorrentes de re-trabalhos na obra, você deve pensar em planejamento de obra.

Não tem como escapar! Quanto mais detalhado e pensado for o planejamento da obra, mais rápido será sua execução. Por ser o responsável por idealizar o projeto que será executado, o arquiteto possui maior clareza acerca das atividades que devem ser desempenhadas e como elas se integram, por isso é fundamental que esse profissional esteja presente no acompanhamento da obra.

Todo esse planejamento e acompanhamento permite a antecipação de riscos e dificuldades, além de ser uma forma de passar maior segurança para os prestadores de serviço envolvidos no projeto. 

A seguir iremos definir algumas variáveis indispensáveis para um planejamento de obra ideal, tudo pensando em garantir a execução sustentável da obra.

1. Projeto

Para que seja possível dar início ao planejamento do projeto, é necessário primeiro entender quais são as expectativas do cliente e também as suas limitações. Então, para garantir que tudo esteja de acordo com o que o cliente precisa, é necessário elaborar um briefing de arquitetura.  

Utilize o nosso módulo de Arquivos para salvar referências daquilo que o cliente espera, bem como para compartilhar com todos os membros da equipe, assim você garante que o resultado final saia exatamente como o planejado.

Qual o tipo de residência? O que cliente espera? Como será utilizado esse ambiente e com qual frequência? Existe alguma particularidade? Essas são algumas perguntas básicas que você deve fazer para o seu cliente a fim de garantir um projeto que seja coerente com as expectativas do mesmo. Nesse momento, você como profissional da arquitetura pode se “antecipar” com sugestões para tornar os espaços mais agradáveis e funcionais.

Exemplo: O projeto em questão é para um Home Teather. O cliente mora em uma rua movimentada, e o cômodo fica virado para rua. Sugira janelas anti-ruídos e adoção de cortinas black-out para possibilitar uma experiência mais agradável, mesmo durante o dia.

2. Planejamento de Atividades

Antes de colocar a mão na massa, é preciso que você tenha clareza acerca de todo o processo da obra. Portanto, com a aprovação do projeto, é hora de identificar as atividades necessárias para que seja possível executá-lo, desde a montagem do canteiro de obras, passando pela fundação e estrutura, até o acabamento final.

Em seguida, é necessário realizar uma estimativa do tempo necessário para a execução de cada uma das atividades. Para realizar essa tarefa, é recomendável entrar em contato com os prestadores de serviço que você costuma trabalhar.

Na gestão de obras, é imprescindível que a sequência de serviços seja analisada cuidadosamente. Afinal, é ela que permite que as etapas de execução sejam feitas de forma organizada.

É claro que não é possível definir uma ordem perfeita da sequência de serviços, pois isso dependerá de cada caso, mas há serviços que dependem de outros. Foi pensando nisso que desenvolvemos a nossa ferramenta de Cronograma.

Além disso, a nossa ferramenta apresenta de forma visual todas as atividades previstas e quais delas são dependentes entre si, o que permite uma maior organização entre os prestadores de serviço.

Aqui você poderá organizar as atividades previstas, indicando uma data para o início e conclusão da mesma, o profissional responsável, o percentual de conclusão da atividade, e até mesmo uma observação.

3. Materiais

Agora que já temos um calendário de obra, e sabemos quando cada atividade deve se iniciar, é hora de identificar os insumos necessários para que seja possível executar o projeto, bem como os preços, e a data limite para a sua compra.

Foi pensando em facilitar esse processo para você, que desenvolvemos a nossa ferramenta de Orçamento. Aqui você consegue listar todos os insumos necessários, identificando suas quantidades, valores, fornecedores, entre outras informações.

Tudo isso viabiliza uma maior transparência do processo com o cliente final, que acaba tendo maior controle sobre os recursos disponíveis para investimento.

Lembre-se sempre de deixar uma “gordurinha” no tempo da entrega dos materiais, para evitar atrasos na hora. Mas cuidado para não deixar uma gordura muito grande, pois armazenar materiais no canteiro de obras muitas vezes pode se tornar um problema!

O segredo de uma boa gestão de obra está em um bom planejamento. Quando você planeja a obra de acordo com os três passos apresentados anteriormente, é possível identificar gargalos que podem gerar re-trabalhos mais facilmente.

Além disso, você evita problemas e lendas que se consolidam, como a de que a obra sempre sai mais caro ou demora mais do que o previsto. Nessas obras, certamente houve falha de planejamento.

Para te ajudar a ser ainda mais assertivo e garantir uma execução sustentável da obra, vamos contar com um fator fundamental: sua experiência como gestor de obra. Embora cada obra seja única, conforme você executa mais obras, fica mais fácil prever possíveis erros e problemas que cada atividade pode trazer.

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